Uma análise a partir de eventos do setor e a visão Quansa

O cenário do foodservice está em constante ebulição, impulsionado por transformações tecnológicas e, sobretudo, por uma nova dinâmica no mercado de trabalho. No LATAM Retail Show 2025, o painel "Ingrediente Humano: desafios e tendências na gestão de pessoas no foodservice" trouxe à tona discussões cruciais sobre como as empresas do setor estão se adaptando a essa realidade. Com a participação de Mariana Malagutti, diretora de RH e ESG na Cia Tradicional do Comércio, e Talita Manes, Head de Gente & Gestão e ESG no Le Jazz , o debate evidenciou a urgência de repensar modelos de gestão para atrair e reter talentos, especialmente a Geração Z.

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A geração Z e o imperativo da imediatidade

O assunto permeou todos os eventos recentes. Além do LATAM Retail Show, a Quansa esteve presente no BConnected, Fispal e Jornada ANR, onde a COO e fundadora pode falar também da Remuneração 2.0 como solução tecnológica para os desafios da GIG economy. Um dos pontos altos do painel citado acima no LATAM Retail Show foi a fala de Talita Manes, que resumiu com precisão um dos maiores desafios atuais:

"A geração Z, que eu amo, ela é imediatista! Quer o feedback na hora, não quer esperar formalidades. A gente tem que aprender como liderar essa nova geração."

Essa observação ressoa profundamente com a análise da Quansa sobre a Geração Z no setor de restaurantes. No artigo "Restaurantes e Geração Z: o luto de um modelo falido", já estava o alerta de que essa geração não se encaixa nos moldes tradicionais de RH. Nascidos na era digital, com um smartphone na mão e um propósito claro, eles buscam flexibilidade, bem-estar financeiro e oportunidades reais de crescimento, e não apenas um contracheque no quinto dia útil.

O imediatismo, muitas vezes visto como impaciência, é na verdade uma característica intrínseca de uma geração que cresceu com acesso instantâneo à informação e à feedback. Para eles, a espera por um feedback formal ou por um pagamento mensal fixo é anacrônica. Eles querem reconhecimento e recompensa no tempo real do seu esforço.

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Remuneração 2.0: a resposta à nova realidade

A Quansa tem defendido a Remuneração 2.0 como a resposta estratégica para esses desafios. Como detalhado em "O futuro da remuneração já começou", a forma de remunerar talentos deixou de ser um mero processo administrativo para se tornar um pilar estratégico que impacta diretamente métricas como turnover, assiduidade e custo de mão de obra (CMO).

Mafalda Barros, cofundadora e COO da Quansa, em sua apresentação no BConnected 2025, reforçou essa visão. Ela destacou que recompensas imediatas têm um efeito motivacional muito maior do que prêmios distantes, comparando o turnover e o absenteísmo ao "colesterol ruim" que corrói a capacidade de crescimento das empresas.

A Quansa transformou esse princípio em um sistema prático:

• Pagamentos sob demanda: colaboradores podem acessar os valores já trabalhados antes do dia de pagamento tradicional. Trabalho feito é trabalho pago.

• Gorjetas liberadas em tempo real: reconhecimento imediato pelo bom desempenho.

• Horas extras pagas no mesmo dia: agilidade na compensação por esforço adicional.

• Bônus instantâneos por metas atingidas: incentivo direto e rápido para a produtividade.

Os resultados são incontestáveis. Em restaurantes que adotaram pagamentos instantâneos, houve uma queda de 50% no absenteísmo e de 30% na rotatividade. O caso de um franqueado McDonald’s em Campinas, que registrou uma redução de 50% no absenteísmo e 37% nos atestados médicos, com o turnover dos 90 dias caindo para 21% após a implementação do pagamento sob demanda, é um exemplo contundente.

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O papel da tecnologia na gestão de pessoas

A integração de dados de folha de pagamento, ponto, engajamento e produtividade, facilitada por plataformas de analytics e inteligência artificial, transforma o RH de uma função reativa em uma disciplina estratégica de crescimento. Isso permite prever gargalos, identificar riscos de absenteísmo e ajustar escalas preventivamente, alinhando a remuneração ao fluxo contínuo do trabalho. Cada turno, cada meta, cada comportamento desejado pode ser reconhecido em tempo real, criando laços de engajamento mais fortes.

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Lições para líderes do foodservice

Para os líderes do foodservice, as discussões do BConnected 2025 e a experiência da Quansa apontam para um caminho claro:  
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1. Abraçar a flexibilidade financeira  

Usar pagamentos instantâneos de salários, diárias, gorjetas ou horas extras para reduzir o turnover.

2. Utilizar a inteligência de dados

Implementar diagnósticos preditivos com IA para antecipar riscos de absenteísmo e otimizar a gestão de escalas.

3. Codificar uma cultura de liderança digital

Escalar a proximidade com os colaboradores mesmo em grandes redes, utilizando sistemas que reconheçam comportamentos no momento em que ocorrem.

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Não podemos nos dar ao luxo de perder talentos para indústrias mais ágeis. É fundamental trazer a mesma agilidade de pagamentos e incentivos para dentro do foodservice, construindo um ambiente que valorize o propósito, o desenvolvimento e a autonomia. A Geração Z está esperando por essa transformação, e as empresas que a liderarem serão as que prosperarão na economia GIG.

Conte com a Quansa para entrar na era da Remuneração 2.0 e transformar a gestão de pessoas no seu negócio.

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